Uma pequena introdução a milenar forma de expressão artística chinesa.
Gao Gu Imortais, 1547-nanquim e cores sobre seda 237 x 165 cm |
Tradicionalmente os materiais utilizados são: pincel, papel, tinteiro e tinta. São chamados de "quatro tesouros do estudo". O pincel ( 毛筆 mao bi) posui evidencias de utilização des de o período neolítico (8000-2000 a.C.), foi amplamente utilizado no período dos Reinos Combatentes (476-221) entretanto, só foi aperfeiçoado na dinastia Qin (221-206 a.C.). Pode ser feito de diversos pelos de animais que são fixados em um bastão de bambu. Cada pincel possui propriedades que variam de acordo com o tipo e comprimento de pelo.
A tinta ( 墨 moa) é feita com cinzas de madeira, normalmente de pinheiro, as cinzas são misturadas com cola, a mistura é comprimida em pequenos bastões de pigmentos. Para transformar o bastão de tinta em tinta líquida é utilizado o tinteiro ( 硯臺 yan tai) que consiste em uma pedra que serve para moer o bastão e ao mesmo tempo armazenar o pó de pigmento extraído, que por sua vez é misturado na água onde o artista é livre para criar tonalidades diferentes aplicando quantidades diferentes dos dois elementos.
| Imagem: 刘必荣 |
O Suporte podem ser dois, o mais conhecido e mais barato é o papel de arroz ( 紙 zhi), que só começou a ser utilizado no século XI. Antes a seda era utilizada para a pintura. As folhas de arroz são muito finas, o que ajuda na absorção e secagem da tinta.
Os traços utilizados na pintura derivam da caligrafia, (ou mais propriamente intitulada, arte caligráfica, pois para os chineses a caligrafia é um estudo especifico de arte) que frequentemente é associada a pintura. Um traço pode variar através da pressão do pincel no papel, da energia imposta pelo pintor, da quantia de líquido ou concentração de tinta possui o pincel, o mais importante é sempre lembrar que uma pintura é a impressão da alma do artista.
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Four Treasures of the Study. Disponível em <http://www.chinaonlinemuseum.com/painting-four-treasures.php>. Acesso em:10 de janeiro de 2014
LAURENT, Cédric. AS DEZ ETAPAS DE UMA “VIAGEM IMÓVEL” NA PINTURA CHINESA. Seis séculos de pintura chinesa, Catálogo exposição pinacoteca, São Paulo, p. 17-23, 2013.











